quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Enxaguante bucal criado no Brasil é capaz de inativar coronavírus


 Giro Icaraíma 25/11/2020

Produto age na cavidade oral onde o vírus causador da covid-19 fica incubado antes de se espalhar para outras partes do sistema respiratório

Um enxaguante bucal desenvolvido por pesquisadores brasileiros se mostrou eficaz no combate ao SARS-CoV-2, coronavírus causador da covid-19.

Os resultados de testes em 107 pessoas foram apresentados nesta terça-feira (24) pelos autores do estudo, que ainda está pendente de publicação em revista científica.

O produto transforma o oxigênio da cavidade bucal em oxigênio reativo, o que o torna, segundo os desenvolvedores, capaz de inativar o coronavírus.

O antisséptico já estava em estudo quando surgiu a pandemia e passou a ser testado também como antiviral.

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O coordenador do estudo, o cirurgião dentista e pós-doutor em ciências biológicas Fabiano Vieira Vilhena, explica que o vírus permanece na chamada orofaringe durante o período de incubação, em que ele se multiplica antes de avançar para outras partes do sistema respiratório.

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"Existe um caminho para a covid dentro do organismo. Basicamente, isso a literatura científica está bem documentada, o vírus tem uma via de entrada, que é a via área superior — olhos, nariz e boca. Mas ele tem um local que ele tem que se alojar, porque ele tem que se replicar. E também já está se mostrando na literatura que esses locais, principalmente, são glândulas salivares, língua, amígdalas."

Outro autor do estudo, o professor Paulo Sérgio da Silva Santos, coordenador de pesquisa da Faculdade de Odontologia de Bauru e professor da Faculdade de Odontologia da USP, ressalta o papel do enxaguante nesse contexto.

"O vírus pode entrar tanto pela boca quanto pelo nariz. então, o bochecho aliado ao gargarejo, que vai lá para trás da garganta, é que reduz inclusive o vírus que pode ter entrado pelo nariz."

No entanto, ponderam, não se trata de um medicamento ou de uma vacina, mas de um produto de higiene oral que pode ser um coadjuvante no tratamento ou na prevenção da covid-19.

Os testes que identificaram a inativação do vírus foram realizados com cinco enxágues diários de um minuto cada.

Os desenvolvedores afirmam que o antisséptico já tem aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e deve começar a ser vendido ainda este ano, a um preço de R$ 30.

Coronavac: a vacina foi desenvolvida a partir de uma parceria entre a empresa chinesa  Sinovac Biotech e o Instituto Butantan, em São Paulo. As primeiras 120 mil doses chegam dia 20 de novembro ao país, informou o governador de SP, João Doria, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (09). Na mesma ocasião, o secretário estadual de Saúde disse que dados já disponíveis sobre a vacina apontaram que ela é segura e produziu anticorpos contra o coronavírus em quase 98% dos voluntários que a receberam. No entanto, a própria Sinovac admite que a resposta imunológica foi ligeiramente mais fraca em idosos do que em adultos mais jovens. Sua eficácia contra a doença. Além do Brasil e da China, Indonésia e Turquia também participam dos estudos de fase 3. Seis Estados brasileiros estão fazendo testes em 13 mil voluntários - todos profissionais de saúde. Dentre eles, 10 mil já receberam ao menos uma das duas doses da vacina ou placebo, segundo o Butantan. O imunizante é inativado, ou seja, utiliza uma versão morta do novo coronavírus partir de processos físicos e químicos. Assim, não é possível que exista replicação viral. Essa tecnologia é tradicional, usada nos imunizantes contra a gripe e hepatite A, por exemplo

FONTE R7