segunda-feira, 8 de junho de 2020

Com lojas fechadas, Salto del Guairá poderá declarar catástrofe econômica

FRONTEIRA

Com lojas fechadas, Salto del Guairá poderá declarar catástrofe econômica

Economia da cidade está totalmente paralisada pois depende 80% do comércio, com isso, muitas agências bancárias estão encerrando as atividades


Giro Icaraíma 08/06/2020
A Associação das MPME está preparando um projeto que declara a cidade de Salto del Guairá como uma "catástrofe econômica", como resultado do fechamento da fronteira e da ajuda nula do governo à sobrevivência. Muitas agências bancárias estão deixando a cidade.
Segundo os líderes das micro, pequenas e médias empresas dessa comunidade, a situação financeira é insustentável, considerando que a economia da cidade depende 80% do comércio de fronteiras, totalmente paralisada pelo fechamento da fronteira. 
Dezenas de famílias estão indo da cidade para o interior, em busca de sobrevivência que está se tornando cada vez mais difícil aqui, dizem eles.
“O Fundo de Garantia do Paraguai (Fogapy) é uma grande mentira para o povo de Salto; as dívidas que contraímos estão nos encolhendo. A ANDE, em vez de nos ajudar, amplia nossas contas e, entretanto, somos forçados a colocar em quarentena. Esta cidade está morrendo comercialmente e você não percebe", disse Victor Stanley, líder das MPME, em uma mensagem às autoridades nacionais.
Como parte da situação desesperadora, a “buzina de fronteira” ocorreu neste domingo (07), às 15h, simultaneamente com a Associação de Fronteiras Desempregadas (ADF) de Pedro Juan Caballero e Ciudad del Este.
Os comerciantes mantêm constantes reuniões on-line com as autoridades da região, para discutir a situação econômica e procurar uma saída. Na véspera, eles se encontraram com o governador de Canindeyú, César Ramírez, e representante do município e da Diretoria.  
Outra equipe, liderada por Arnaldo Villalba, está trabalhando na elaboração do projeto de declaração de catástrofe econômica, acompanhado de material audiovisual que demonstrará em números e imagens a realidade ruinosa da capital de Canindeyú.  
“Não são apenas as lojas, quase todas fechadas. Na próxima semana, a segunda agência bancária fechará. Primeiro, foi o Banco Atlas e agora o Banco Familiar está saindo. E eles não serão os últimos”, lamentou.  
Ele disse que, com o fechamento dos shoppings, milhares de empregos formais foram desperdiçados, além de milhares de outras ocupações informais e de pequenas empresas. A situação é agravada ainda mais pelo forte declínio do real em relação ao dólar. 
No início da pandemia, a variação era de 4 reais por dólar; agora está chegando a 6 reais por unidade da moeda americana, praticamente extinguindo a vantagem comparativa de vir comprar no Paraguai.  
Para a terça-feira (9), aguarda-se a chegada de uma comitiva do governo para analisar a situação e propor possíveis saídas. O grupo é liderado pelo ministro Euclides Acevedo, do Interior; e Liz Cramer, da Indústria e Comércio
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