quarta-feira, 3 de abril de 2019

Morosidade da Justiça faz com que inocente fique preso por mais de um ano em Maringá

                                                                     Foto: André Almenara
Giro Icaraima 03/04/2019

A morosidade da Justiça fez com que um inocente passasse 399 dias preso acusado de um crime hediondo. Eduardo Marcelo Gonçalves, 45, foi acusado de estuprar, em 2011, uma jovem que tinha 18 anos na época.
Ela foi atacada no estacionamento de um hospital localizado na Vila Operária, em Maringá. A vítima, que realmente foi abusada por um homem, teve a quase certeza que Eduardo era o autor, mesmo em depoimento tendo dito que não viu o rosto do agressor. Mesmo negando a autoria do crime, Eduardo foi levado pela polícia.
Na época, ele se prontificou a doar material genético para comprovar que estava ocorrendo um equívoco e uma injustiça. Após sete anos, e com o empenho de três advogados criminais, finalmente o resultado de confrontação do material genético deu negativo e comprovou a inocência de Eduardo. Ele foi posto em liberdade na tarde da última segunda-feira (1º).
Os advogados Rodrigo Alex, Nayane Hoffman e Jéssica Soares defenderam o homem acreditando em sua inocência. O resultado do teste de DNA demonstrou que a Justiça é falha. Em entrevista exclusiva ao repórter André Almenara, Eduardo disse que confiava que uma hora a verdade apareceria.
“Minha família sempre acreditou em minha inocência, sabia que eu não tinha cometido o crime, sabia que eu seria colocado em liberdade”, declarou.
Os advogados relataram que Eduardo foi preso em 2018 popr um mandado de prisão preventiva. Na época, policiais militares entraram em sua casa na Vila Esperança e cumpriram e ordem judicial O suspeito foi algemado e conduzido para a sede da Polícia Civil. Depois, Eduardo foi transferido para a Casa de Custódia onde ficou aguardando uma resposta da Justiça.
“O que eu quero agora é curtir minha esposa, filhos e neto”, declarou.
(Andre Almenara/O Diário)