sexta-feira, 29 de março de 2019

Desemprego sobe para 12% em janeiro e já atinge 12,7 milhões de brasileiros

Número de desempregados é o maior desde agosto do ano passado; em dezembro de 2018, desocupados eram 12,2 milhões (11,6%) de pessoas




Camila Domingues/Palácio Piratini/Divulgação
Segundo dados divulgados pelo IBGE, mais de 318 mil pessoas perderam o emprego entre outubro de 2018 e janeiro deste ano

A taxa de desemprego no Brasil cresceu em janeiro. De acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (27) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12,7 milhões de brasileiros estavam sem emprego no no trimestre entre novembro de 2018 e janeiro de 2019, o equivalente a 12% da população apta para trabalhar.


Esse é o maior número de desocupados registrado desde agosto do ano passado. O número também é mais alto quando comparado com a taxa de desemprego no Brasil do mês imediatamente anterior (dezembro de 2018), que foi de 11,6%, resultando em 12,2 milhões de pessoas desempregadas .
O aumento no número de brasileiros desempregados é principalmente influenciado, em janeiro, pelo vim das vagas temporárias de trabalho, que normalmente surgem antes das festas de fim de ano. Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE , Cimar Azeredo, a sazonalidade é comum nesta época do ano. “Com a entrada do mês de janeiro, houve um aumento da taxa de desocupação. É algo sazonal, é comum a taxa aumentar nessa época do ano por causa da diminuição da ocupação", explicou.

Com desemprego no Brasil em alta, cresce números de trabalhadores por contra própria


O montante de trabalhadores por contra própria aumentou 1,2% (mais 291 mil pessoas) em relação ao último trimestre pesquisado, contendo, agora, 23,9 milhões de brasileiros. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (novembro de 2017 a janeiro de 2018), a alta foi de 3,1% (719 mil pessoas a mais).
Apesar do aumento da taxa de desemprego no Brasil , o número de empregados com carteira assinada ficou estável, reunindo 32,9 milhões de pessoas. A quantidade de trabalhadores sem carteira diminuiu em 321 mil pessoas (-2,8%), resultando em 11,3 milhões de funcionários informais.
Fonte: Economia - iG