sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Umuarama terá palestra com renomado pesquisador da cannabis medicinal



Umuarama terá uma palestra sobre a pesquisa voltada ao uso da Cannabis sativa para uso medicinal. O evento tem como objetivo apresentar o atual contexto da cannabis medicinal no Brasil e seus principais tratamentos. O encontro é organizado pelo grupo 'Cannabis Medicinal é Legal'.
Para tanto, o palestrante Paulo Fleury Teixeira estará na cidade no dia 29 de novembro. O médico é pesquisador pioneiro no tratamento de autismo com óleo de cannabis no país.
Além da palestra, o médico fará consultas ao longo de dois dias na cidade. No dia 29 os atendimentos acontecerão das 13h30 às 18h e no dia 30, as consultas podem ser agendadas das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h. Para agendar consultas clique no link.
A palestra acontecerá na APP Sindicato, localizada na rua Helena Kolody 1108, jardim Novo Milênio. As vagas são limitadas e as pessoas interessadas devem confirmar a participação através do telefone (44) 99171-0934 (Whastapp). A entrada para a palestra será 1kg de alimento não perecível.
Programação
19h30 – abertura
19h40 – palestra com Felipe Espolador Scarpeta
20h15 – palestra com Paulo Fleury Teixeira
22h30 – encerramento

Paulo Fleury Teixeira coordena os estudos sobre o uso do canabidiol no tratamento de doenças    (foto: divulgação)
Estudos
Conforme informações divulgadas pela Universidade Federal do Maranhão, o médico clínico Paulo Fleury Teixeira coordena o tratamento experimental por meio do Óleo de Cannabis (OC), rico em CBD9OC, conhecido como Canabidiol. O produto é um dos 60 componentes farmacologicamente ativos da planta Cannabis sativa (de onde também deriva a maconha).
Caracteriza-se por não ser psicoativo, ou seja, não causa alterações psicossensoriais, além de ter baixa toxidade e alta tolerabilidade, tanto em seres humanos como em animais.
Segundo o médico, a importância maior dessa pesquisa é conseguir amenizar os problemas da epilepsia em crianças autistas. Fleury afirma que a epilepsia de difícil controle é uma das principais motivações para o tratamento.
“Às vezes, são utilizados cinco medicamentos antiepilépticos associados, transformando-se numa bomba química potencialmente letal para as crianças. A possibilidade de utilizar uma planta fitoterápica, um extrato com toxidade zero e ter mais efetividade é maravilhoso”, contou o professor.
O professor observou em seu experimento que o canabidiol atua positivamente no controle das convulsões, além de controlar os aspectos mais graves do autismo, como os distúrbios do sono, hiperatividade extrema, autoagressividade, déficit extremo de atenção e movimentação aberrante, numa taxa maior que os antipsicoativos.
O uso do canabidiol também propiciou o desenvolvimento global da criança. “A fala é estimulada e é desenvolvida, há melhora da coordenação motora e sua capacidade de andar e manipular as coisas com a mão, melhora da possibilidade de interação com as outras pessoas, além de seu aspecto cognitivo. Isso raramente seria obtido com outros medicamentos”, destacou.
O canabidiol saiu da lista das substâncias psicotrópicas de uso proibido da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está no rol de substâncias controladas. Na prática, ainda é necessário importar o componente, quando comprovada a necessidade de uso. Ou seja, a Anvisa avalia cada caso individualmente.
O paciente que utiliza tratamento à base de canabidiol deve ter receita prescrita pelo médico da especialidade de neurologia (psiquiatra ou neurologista) cadastrado na plataforma do Conselho Federal de Medicina. Além disso, o paciente deve assinar um termo de consentimento em que conste que optou pelo tratamento com canabidiol, embora tenha sido informado de outras possibilidades.
A epilepsia não é a única doença que está em tratamento com o canabidiol. Vários estudos têm sido realizados com o uso do composto no trato da dor crônica, espasmos musculares, esclerose múltipla e astenia (pacientes sem apetite) causada por HIV e câncer.
Para mais informações acesse o site da UFMA (clique aqui).
(Com informações: Portais UFMA)